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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Deus é meu refúgio (vencendo as tentações)


Quando minhas forças se vão
E penso em desistir
Busco refúgio Naquele
Que morreu na cruz por mim

O encontro no louvor
Em meio à adoração
Eu declaro meu amor
Abro meu coração

Sozinho eu não consigo
Vencer a tentação
Por isso te peço
Segura-me em tuas mãos

Ajuda-me a prosseguir
Sem olhar para trás
Eu preciso de Ti
Cada dia mais e mais.

Alegro-me no Senhor
O Príncipe da paz
Com Ele sou vencedor
Sua presença me satisfaz.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Malungu's



Éramos jovens e guerreiros
Lutávamos pelas nossas "tribos"
Nossos deuses não eram estrangeiros
Cada etnia tinha seu deus nativo.

Nossa inimizade teve que ter fim
Fomos caçados e vendidos
De nossas famílias arrancados
E entregue a portugueses para castigo

No navio que atravessava a calunga
Estávamos amarrados e com fome
Muitos morreram doentes
Nem a história saberá os nomes

De inimigos nos tornamos malungu's
Companheiros do mesmo sofrimento
Chegamos ao Brasil, todos imundos
Para trabalhar como se fossemos jumento

Aprendemos com o sistema
A comprar nossa alforria
Lutamos contra o N'goma
Nos becos da Bahia.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Protestos antecedem o Carnaval de Salvador

Durante anos o carnaval de Salvador e outras festas populares foram eram vistas como política do pão e do circo realizada por governantes baianos para calar a boca do povo em relação às precariedades da vida social baiana. O grupo de pagode Terra Samba cantava: “Como esse povo que sofre com fome, que passa mal vai batucar na panela vazia e fazer carnaval”...

Nos últimos anos a coisa tem mudado, não estou levando em consideração um bando de gente bêbada que saí do Garcia puxando o irreverente bloco Mudança do Garcia, que todos acham engraçado, devido à irreverência dos protestos, porém não trazem nenhuma mudança na sociedade, no máximo conseguem alguns comentários das emissoras que transmitem a festa.

Estou falando de ações realizadas com inteligência, por grupos de funcionários públicos municipais e estaduais que aproveitam as proximidades da festa para reivindicar seus direitos ameaçando entrar em greve no período dos festejos populares. Neste momento, vários servidores municipais de várias secretarias estão mobilizados, são elas:

Secretaria de Serviços Públicos e Prevenção à Violência (Sesp), Guarda Municipal, Salvamar e das superintendências de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), Trânsito e Transporte (Transalvador), e Conservação e Obras Públicas (Sucop).

Na esfera estadual quem ameaça entrar em greve é a Polícia Civil, que realizou hoje às 09h30min uma reunião para decidirem se irão parar durante os festejos do carnaval, além disso, ainda desfilarão no circuito Osmar, da Piedade até o Campo Grande com o bloco 'Cadê a minha URV?'

Já existe uma liminar na justiça proibindo os polícias civis de entrarem em greve no período do carnaval, mas será que alguém assinaria um liminar obrigando o governo a pagar a URV dos policiais? Ou obrigando a contratação dos 230 agentes que deixaram seus empregos para ingressarem no curso de formação da polícia civil?

O povo baiano já cansou de batucar na panela vazia e fazer carnaval e contra o povo estão jornalistas e comentaristas de TV e mídia impressa que lucram com o carnaval da Bahia e pessoas da classe alta da sociedade baiana que ignoram os movimentos sociais e se valem da pobreza para ganhar dinheiro.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

I Concurso Literário Ebenézer

Estão abertas as inscrições para o I Concurso Literário Ebenézer. O período de inscrição se estenderá até 30 de novembro 2010.

Tema: Até aqui nos ajudou o Senhor

Objetivo: Despertar o interesse dos cristãos pela arte e cultura, através da produção literária. Contando através de poesia, crônicas ou letra de música não gravada, como o Senhor Jesus os têm ajudado até aqui.

Poderá se inscrever qualquer pessoa, com até três (03) textos inéditos de sua autoria.

Os textos deverão ser digitados e identificados mediante pseudônimo do autor e encaminhados para:
concursoebenezer@hotmail.com

Junto com os poemas, o inscrito deverá enviar as seguintes informações: nome completo do autor; endereço completo, com CEP; número de RG e CPF; telefone, com DDD; e-mail; o blog ou site pessoal (opcional); título dos textos e uma pequena biografia do autor, de no máximo cinco linhas.

O simples ato da inscrição implica na concordância do autor/escritor em ceder os direitos autorais de seu texto apenas para a primeira edição do livro.

Textos digitados em Word, corpo 12, Times New Roman, até 30 linhas cada texto.

Os textos selecionados pela Comissão Julgadora deverão ser apresentados ao público no site
http:/concursoliterarioebenezer.blogspot.com/ e ficarão expostos no dia 31 de dezembro às 22h. O livro ficará pronto até 60 dias após o anúncio dos classificados.

A seleção dos trabalhos será feita por uma comissão julgadora formada por escritores e/ou pessoas de reconhecida capacidade intelectual, vinculadas a um Ministério Cristão.

Serão selecionados cinquenta (50) textos, entre os participantes e, em etapa posterior, escolhidas entre eles os quinze (15) melhores, premiando-se os seus autores com um exemplar do livro publicado.

Taxa de inscrição:
R$ 5,00 (cinco reais) por texto enviado. O valor deverá ser depositado no Banco do Brasil, agência 1237-8, conta corrente 37 221-8, favorecido: Leandro Cunha de Assis. Comprovante deverá ser enviado junto com os textos pelo e-mail ou através dos Correios para:

Leandro de Assis
Rua Guararapes, 06
40710-670 – Plataforma
Salvador-BA
BIOGRAFIA DO ORGANIZADOR

Leandro Cunha de Assis nasceu em Salvador/BA, em 14 de Junho de 1982.
Formado em História pela UNJORGE.
Membro do Ministério Internacional do Salvador - Apóstolo Sóstenes Souza

Livros Publicados:

“Eu Sou Todo Poema”, CBJE - Câmara Brasileira de Jovens Escritores, Rio de Janeiro, 2007.

“Inquietações – poemas de Leandro de Assis”, Ponto de Cultura Editora, Maricá/RJ, 2009.

Participação em livros:
Um dos vencedores da oficina literária realizada no estande do escritor Valdeck Almeida de Jesus, durante a VIII Bienal do Livro da Bahia, resultante no livro Poemas Que Falam.

Um dos vencedores do III Prêmio Literário de Poesia Valdeck Almeida de Jesus.

Um dos vencedores do IV Prêmio Literário de Poesia Valdeck Almeida de Jesus.

Participa da Antologia Poética Mãos que Falam, lançada no Fórum Social Mundial em Janeiro 2009.

Um dos selecionados para a Antologia Carta ao Presidente, organizada pelo escritor e jornalista Carlos Souza.

Colaboração Literária:

Idealizador e um dos organizadores do Projeto Fala Escritor, realizado até o momento na MegaStore Saraiva Salvador Shopping.

Colunista da revista eletrônica Debates Culturais (
www.debatesculturais.com.br)

Textos publicados:
· Escritores baianos se encontram no Fala Escritor
· Novo encontro de escritores baianos
· Pierre Joseph Proudhon, O “Profeta” Anarquista
· Depois de Velho
· Gente Podre
· Travesseiro Pet
· Piratas na Baía de Todos os Santos
· Acusado de pedofilia em liberdade

Mantém os blog’s:
www.malungupoeta.blogspot.com e www.falaescritor.blogspot.com

Pelo amor de Deus

Difícil de entender pela razão
O que só o espírito pode sentir
Por várias vezes pedi perdão
E em nenhuma delas menti.

Estando arrependido e de joelhos
Em prantos, clamando pela cruz
Pelo sangue derramado do Cordeiro,
O sangue poderoso de Jesus.

Eu mesmo não me perdoaria
Pelos pecados que cometi
Mas Ele é Santo e misericordioso
E para sempre o irei seguir.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Acusado de pedofilia em liberdade

Um dos crimes que não ficam impunes no Brasil é o de pedofilia, pois, toda a população, a justiça e até mesmo os criminosos são contra esse tipo de criminoso e quando a justiça não dá a pena devida ao infrator a população ou os próprios criminosos nas delegacias dão a pena que acham ser merecida ao miserável.


Porém essa semana algo intrigante aconteceu, o acusado de pedofilia Carlos Eduardo Vilares Barral que estava preso em prisão domiciliar ficou livre devido a uma greve da polícia civil. Sim isso mesmo, pedófilo em prisão domiciliar, afinal de contas o homem é um advogado rico que mora no metro quadrado mais caro de Salvador, no décimo andar do luxuoso Edifício Mansão Carlos Costa Pinto.

Acabo de ver num programa de televisão a população de Feira de Santana cercando uma delegacia com o intuito de terminar de linchar um acusado do mesmo crime, o cara estava todo ferido, sangrando e com um aparato policial com arma de longo calibre para protegê-lo da fúria da população, porém já era tarde, duas horas após a chegada ao hospital o acusado faleceu devido aos ferimentos. Já o advogado que se encontrava em prisão domiciliar tinha apenas dois polícias que não conheciam nem o seu rosto do lado de fora do condomínio.


Eles não poderiam revistar todos os carros que saiam do condomínio e nem havia policiais no píer que leva a Bahia de Todos os Santos, ou seja, o acusado estava em plena liberdade de ir e vir e para completar sua liberdade a polícia civil fez uma paralisação de 24 horas e deixou a precária vigilância do edifício e nada aconteceu. Imagina se a Polícia de Feira de Santana abandonasse o acusado de lá sozinho numa residência, não sobraria nem o corpo do rapaz.


Não estou dizendo que o acusado rico que mora num edifício de luxo deve ser linchado, apenas estou comparando a fúria da população contra um pobre, que não estudou nas melhores instituições de ensino e o descaso da mesma com um acusado pelo mesmo crime que teve as melhores condições de ensino e que é rico. Sim é verdade, um é de Feira de Santana e o outro de Salvador, mas sabemos que o tratamento dado pela população aos pedófilos é o mesmo em todas as cidades do país.


Com isso faço minha conclusão dizendo que pedófilo impune é pedófilo rico, opa nem posso afirmar isso, afinal o homem é advogado e rico pode abrir um processo contra mim por acusá-lo de pedofilia, então afirmo que: Acusado de pedofilia livre é o acusado rico.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Gente Podre!

Quando comecei a atuar como bombeiro militar meus amigos me perguntavam como eu me sentia ao ver pessoas acidentadas e até eu mesmo me surpreendia por não sentir o que todos achavam que eu deveria sentir, dizem que se tivesse a minha profissão não conseguiriam dormir por ver sangue, ouvir gritos ou ver pessoas mortas. Mas isso são coisas que acabamos por nos acostumar, até mesmo quem vê noticiários e jornais sensacionalistas mostrando acidentes e mortes todos os dias se acostuma.
Impacto mesmo eu tive quando disseram que temos que isolar o local não apenas para a nossa proteção pessoal ou para os curiosos não atrapalharem nosso trabalho e sim para que pessoas mal intencionadas não furtassem os pertences das vítimas, tomei um susto. Pensei: “como é que pode uma coisa dessas, os acidentados ali agonizando e tem gente pensando em saquear seus pertences”. Hoje penso diferente, não são pessoas mal intencionadas são ladrões, não são saques e sim furtos.
Estou escrevendo sobre isso indignado, pois acabo de ler que vitimas dos deslizamentos em Angra no Rio de Janeiro estavam sendo enterradas e enquanto isso suas casas saqueadas, que pessoas estavam enterrando seus parentes e que ao chegar em casa não tinha fogão, nem televisão. Isso é podre, isso fede mais que um defunto jogado num lago e que nós bombeiros fomos acionados para retirá-lo depois do quarto ou quinto dia de desaparecido, com esse tipo de coisa eu não consigo me acostumar.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Salvador e seus bairros


Seja num ponto de ônibus ou num programa de televisão nos surpreendemos com os nomes de alguns bairros em Salvador e até mesmo fazemos piadas com seus nomes chacoteando os moradores, claro que sem preconceito, sem desmerecer os residentes. Como exemplo, cito o bairro Pau Miúdo, dizem que o nome se deve ao tamanho do pênis dos moradores de lá. Porém cuidado ao afirmar isso na frente de um deles, pois pode querer provar o contrário.
Outros moradores de bairro que levam o pau, é o Pau da Lima, já os moradores de lá dizem ser melhor ser do Pau da Lima do que ter o pau miúdo. Dos moradores das Cajazeiras dizemos que sofrem de isolamento, pois dificilmente conseguem encher a casa de amigos de outros bairros em suas festas de aniversários, apesar do bairro pertencer a Salvador dizemos que faz parte do interior devido a distância do centro da cidade, sem contar que são “mais de trinta” Cajazeiras, só quem mora lá pra saber em qual delas está. Tudo bem, não são mais de trinta, mas você sabe quantas são? Se souber é morador de uma delas. Sem contar que dizem que a 09 não existe, pula de 08 pra 10.
Ainda temos bairros com nomes estranhos como Calafate e Calabetão e os com nomes engraçados como Vale da Muriçoca, Altos das Pombas, Congo, Planeta dos Macacos, Baixa da Égua, Baixa do Tudo e Queimadinho, temos também Santa Cruz, Bairro da Paz que também são famosos pela violência e pelo tráfico de drogas apesar de terem nos nomes a cruz e a paz.

Tem muitos outros bairros com nomes engraçados, exóticos ou que são motivos de piadas ou contradição, vou deixar que vocês leitores deste blog possam contribuir com esses nomes, mesmo que sejam de outras cidades/estados, e aí vamos lá?!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Deu merda


Estava curtindo o sol na praia do Farol da Barra e a todo o momento passava por mim vendedores ambulantes vendendo queijo coalho, fiquei com medo de comprar, porém o cheiro que subia dos queijos sendo assados na brasa para as pessoas ao redor me deixava louco de vontade, então não pude resistir, apesar do medo de ter uma dor de barriga. Afinal o sol estava de rachar e essa é uma das praias onde o calor é mais intenso devido ao muro de pedra que separa a areia do asfalto, um pouco acima do nível da areia.


Sabe aquele ditado: “dor de barriga não dá um vez só”, pois é Já perdi as contas de quantas vezes tive uma, sou um servo da latrina sempre que ela me chama eu compareço o problema é que ela só chama nos momentos mais inusitados, lembro de uma vez ainda adolescente quando pela manhã peguei um buzú lotado pra ir à escola no bairro da Ribeira e apenas alguns pontos após a dor de barriga chegou, nossa eu suava frio, tinha vertigem e arrepios constantes, pedia a Deus pra chegar logo na escola. Nesse momento você confessa todos os seus pecados e pede perdão a Deus.


Quem já passou por isso sabe do que estou falando, é assim mesmo. Quando estava chegando próximo a escola, faltando uns três pontos apenas senti que não conseguiria chegar lá e pensei, “deu merda”. Saltei correndo do buzú e invadi o Shopping da Ribeira que ainda estava fechado aquele horário, passei correndo pelo segurança que me seguiu desesperado e eu mais ainda e gritando “não sou ladrão só preciso ir ao banheiro” e ele me mandando parar... imagina... Parar uma porra pensei... Entrei no banheiro e sentei no trono amigo, sim nesse momento ele é amigo.


O segurança veio com uma conversa dizendo que infelizmente eu não poderia permanecer no local, creio que não acreditava que realmente eu estava com dor de barriga ou diarréia, até que ele ouviu uma explosão daquelas - acredite - eu estou contando isso, então ele saiu do banheiro e me deixou concentrar em paz, deve ter ficado com pena de mim. Ainda bem, pois cagar conversando é dose.


Ah não venha me dizer que você defeca, todo mundo caga, ninguém defeca ou faz fezes, caga mesmo, afinal se não cagasse ninguém seria chamado de cagão ao fazer nas calças. Enfim, esse queijo coalho me fez relembrar este momento cômico da minha vida, pois passei minha tarde todinha sem poder sair do Shopping Center Lapa, pois lá havia vários tronos amigos.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Travesseiro PET


Passeando pelo Morro do Cristo, observei o mendigo deitado à sombra de um coqueiro na maior liberdade e tranqüilidade de um dos locais mais lindos da cidade. Próximo a ele, havia uma dupla de policiais fazendo o policiamento ostensivo, lhe garantido a tranqüilidade, além de casais de namorados que também estavam deitados desfrutando da beleza do local.

Não tinha como deixar de fazer a comparação entre quem estava deitado ali para curtir um momento de lazer e quem estava deitado para descansar da vida, do cansaço de viver a cada dia sem saber o que será do amanhã, sem perspectivas, a não ser a de conseguir um prato de comida para sobreviver nessa cidade que, apesar de linda, ostenta um dos piores índices nacionais em desigualdade social e desemprego.

A minha conclusão da comparação entre eles, é que tanto o rico como o pobre ou aquele que tem uma melhor condição e o que não tem nenhuma condição de sobrevivência a não ser a mendicância, pode desfrutar do que Deus deixou para toda a humanidade, a natureza. O Céu seja azul durante o dia ou numa noite estrelada, o mar, as paisagens naturais, a brisa e a sombra dos coqueiros.

Porém, chegará um momento em que os casais repousarão em seus lares e deitarão em suas camas box e travesseiros ortopédicos enquanto aquele pobre mendigo levara a garrafa pet com água para beber que também lhe serve como travesseiro para outro local, a fim de se proteger do frio da noite e das maldades humanas, até que chegue o dia seguinte e ele possa desfrutar daquilo que Deus deixou para ele, a natureza.
Foto: Leandro de Assis

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Piratas na Baia de Todos os Santos


A Travessia Plataforma/Ribeira estava desativada desde o ano de 1994, as estruturas dos dois terminais hidroviários estavam arruinadas e serviam de ponto de tráfico e uso de drogas, até que o atual prefeito João Henrique Carneiro reformou as estruturas e colocou novas lanchas para fazer a travessia.

Um dos motivos que levou os terminais a serem abandonados foi principalmente a falta de segurança no Terminal Hidroviário de Plataforma, vivia sendo assaltado, tanto o terminal quanto as pessoas que necessitavam utilizar o transporte. Após a reforma, a Guarda Municipal faz a segurança do local, porém não tem dado resultado, pois a nova modalidade dos assaltantes é a pirataria.

Uma pequena embarcação (canoa) aproxima-se da lancha no meio da travessia e dois assaltantes que estão dentro do transporte anunciam o assalto, obrigam o comandante a parar a embarcação, fazem à limpa nos passageiros e pulam para a canoa com os pertences dos passageiros.

Pra quem pensa que piratas é coisa do Caribe ou do Mar Mediterrâneo, na Bahia também tem piratas. Mas sem papagaios, macacos, heróis e sem bandeiras com o tradicional símbolo pirata, apenas uma canoa e algumas armas de fogo que vulgarmente também são conhecidas pelos marginais como canhão. Espada é coisa de filme.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Depois de velho


Estava sentado na Praça da Piedade esperando minha noiva sair do trabalho quando de repente algo inusitado aconteceu um senhor de idade tira o pênis pra fora e começar a urinar, na frente de todos, como se fosse uma criança.

Pensei... realmente ele deve estar na “melhor idade”, não é assim que dizem quando alguém chega à velhice? Pois é, comecei a lembrar de momentos de aperto que passei aqui em Salvador, à procura de um sanitário público para não fazer o mesmo que o velho fez mais não encontrei, o jeito foi segurar até em casa.

Como dizem, depois de velho voltamos a ser como crianças, o primeiro sinal então deve ser esse, o de retirar o pênis na frente de todos numa praça pública, sem se importar com o casal de namorados que estava ao lado, com os outros idosos e idosas que estavam na praça e nem com os pombos, coitados.

As pessoas que estavam próximas acharam graça do ato, acho que não acreditando no que estava presenciando, será que se fosse eu, aos 27 anos que tirasse o instrumento das calças as pessoas iriam rir? Acredito que os homens dos dois casais de namorados próximos iriam me chamar pra briga. Não, pode parar por aí, não estou desejando sair tirando o meu não, só estou dizendo que não achei graça, a cena foi ridícula e que estou indignado com isso. Não se fazem mais velhos como antigamente.

domingo, 15 de novembro de 2009

O multiculturalismo abrilhantou a edição IV do Fala Escritor


Consolidado com um dos bons eventos literários em Salvador, o Fala Escritor, na noite de sábado (14/11), inovou trazendo uma exposição de telas de pintores sergipanos.
Outra novidade foi a participação do público infantil, não somente como expectador, mas fazendo parte da programação, recitando poesias. A plateia também curtiu um pouco de “cinema”: as luzes se apagaram e foi apresentada uma parte da mini-série “A Vida Como Ela é” (A dama da lotação), baseada na obra de Nelson Rodrigues.
As cenas fizeram parte da palestra de Mayana Rocha Soares, cujo tema foi “Representações Sociais e Gênero em Nelson Rodrigues: as santas (e) putas rodrigueanas”.
As crianças tiveram que ser retiradas nesse momento, pois foram cenas picantes.
Outra inovação foi a apresentação do evento, realizada pela escritora e poeta Renata Rimet, primeira apresentação feminina do Fala Escritor. Renata esbanjou simpatia e jogo de cintura administrando a diversificada programação da noite, intercalando música, recital poético, lançamento de livros e apresentação de artigo. Mas a poetisa, que prefere ser chamada de poeta, também recitou, abrindo caminho para a participação do autor de “Nos Idos de 68’, “Nós da Poesia” e “Entre a Vida e Morte”, Luiz Lyrio.
Leandro de Assis também fez algo inusitado, ao lançar seu livro de forma literal para o público presente no Espaço Castro Alves da Livraria Saraiva, para a felicidade de Carla, a menina que conseguiu segurar o livro e receber o autógrafo do autor. Ele convidou ainda os amigos Alexandre Amaral criador da capa do livro, e o Valdeck Almeida, que fez o prefácio e a correção ortográfica e gramatical.
A banda Hióide, chegou me mansinho e arrancou aplausos do público presente com ótima performance dos seus vocais acompanhados apenas de um violão, surpreendendo a todos.
Vamos esperar pela edição V. A programação já está pronta com palestra, lançamento de livros e participação musical. As inscrições para o recital poético já estão abertas, pelo e-mail falaescritor@hotmail.com, blog http://www.falaescritor.blogspot.com/ e Orkut: Fala Escritor.