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sábado, 3 de fevereiro de 2018
Vinho branco
De repente o silêncio...
Seus olhos ao encontro dos meus
Minha boca desejando tua boca
E meu corpo te sentindo sem te tocar
Você sabe o valor de um beijo
Acompanhado de uma forte paixão
Quando penso em você eu desejo
Muito mais que um aperto de mão
Não tente fugir dos meus braços
Esqueça o agir com a razão
Vem sentir meu carinho, meu abraço
Meu calor, meu poder, meu tesão
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Cabos eleitorais contribuem para o descaso com as comunidades
Estamos
próximos de mais um ano eleitoral, para muitos cidadãos um ano de mudança no
quadro político municipal e para muitos políticos a prova final, quando saberão
se agradaram ou não seus eleitores. Porém tem uma terceira classe de cidadão
que espera ansiosamente o ano de eleições, o Cabo Eleitoral. Ele é a derrota da
comunidade, pois não pensa coletivamente ele quer que a coletividade o veja,
por isso está sempre se gabando “eu fiz, eu sou, eu faço, eu solicitei, se não
fosse eu, eu...Este tipo de cidadão não tem interesse em se aproximar do povo,
o que ele quer mesmo é aproximar-se de políticos de carreira visando benefício
próprio, emprego em empresas públicas ou assessoria parlamentar.
Para isso, abusam do eleitor, faz dele uma
mercadoria que ele possui (eu tenho tantos votos na comunidade), esses votos
eles conseguem de diversas formas, uma delas é atribuir ao seu candidato uma
obra realizada pela prefeitura, outra é dar a entender que determinada obra só
irá acontecer se o seu candidato se eleger, em alguns casos esses cabos
eleitorais se tornam dirigentes de entidade comunitárias ou associações sem
associados das quais são presidentes vitalícios para angariar verbas do poder
público através da influência do seu político de carreira e aproveita-se dessa
verba para comprar os votos do povo com cestas básicas, vale gás e pagamento de
energia elétrica. Muitos se deixam enganar por essas aves de rapina que fazem
política da pior forma possível, enganando e usando o povo em benefício
próprio.
As comunidades precisam se organizar para
encerrar a carreira dessa gente, precisamos de Associações de Moradores sérias,
com estatuto registrado em cartório, eleições, chapas e transparência no
processo eletivo. Segundo o comunicador Leonardo Furtado, um verdadeiro líder
comunitário é alguém que não busca seus próprios interesses e sim o interesse
da comunidade, ele se destaca pela forma de organização que implementa na
comunidade, buscando sempre criar um nível de consciência crítica junto a
população.
Leandro de Assis
Professor de história, poeta e morador de Plataforma.
Foto: A Tarde 13/10/2007)
Foto: A Tarde 13/10/2007)
terça-feira, 17 de outubro de 2017
PLATAFORMA PEDE RESPEITO
Falta de respeito, é o que define o comportamento da Prefeitura de Salvador e
do Governo do Estado com o bairro de Plataforma e seus moradores. A Travessia
Plataforma-Ribeira depois de anos abandonada foi reinaugurada pelo ex-prefeito
João Henrique no 458º aniversário de Salvador no ano de 2007. Porém, em sua
segunda gestão, o terminal marítimo de Plataforma foi literalmente abandonado,
as passagens eram cobradas apenas no terminal da Ribeira e a ação do tempo e do
salitre tratava de acabar com a estrutura do local.
Em julho de 2014, após anos
de total abandono, permissionários
das embarcações que faziam a travessia Ribeira-Plataforma resolveram suspender
as atividades alegando não haver estrutura mínima de segurança no local e
também infraestrutura no terminal de Plataforma, mais uma vez centenas de
pessoas que utilizam o serviço ficaram prejudicadas. No dia 30 de setembro
daquele mesmo ano, após passar por uma reforma, o prefeito ACM Neto reinaugurou
o terminal de Plataforma e reativou a travessia.
Mas, como bem diz o ditado popular, alegria de pobre dura pouco e parece
que nossos gestores adoram perpetuar essa máxima. Após a grande tragédia
ocorrida na Baía de Todos os Santos com a lancha Cavalo Marinho I, a Prefeitura
de Salvador resolveu suspender a Travessia Plataforma-Ribeira no dia 7 de
setembro deste ano e para o nosso espanto anunciou que o fechamento é por tempo
indeterminado. Ou seja, o povo de Plataforma que já tem essa experiência com o
Governo do Estado que fechou o Posto de Saúde por tempo indeterminado agora
terá este mesmo tratamento do Prefeito ACM Neto.
Para quem não lembra, a situação foi muito parecida, o Posto de Saúde de
Plataforma foi fechado logo após uma reforma que custou aos cofres públicos
cerca de R$ 1,2 milhão em 2009. Desde então o povo de Plataforma é enganado com
promessas de reabertura que nunca se concretizam. Não há explicação plausível
para essa atitude de nossos governantes com o bairro de Plataforma, falta de
respeito com nosso povo é a melhor definição, isso é uma vergonha.
Leandro de Assis
Professor de história, poeta e morador de Plataforma. Créditos:
foto 1: Prefeitura
foto 2: Almiro Lopes
foto 3: A Tarde
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Poesia de Rua e os Coletivos da Periferia serão destaque no aniversário do Fala Escritor
A poesia está nos livros, nas novelas, no cinema, nas músicas e principalmente nas ruas. Em Salvador, dezenas de artistas da palavra percorrem ambientes boêmios e culturais recitando seus versos; outro local preferido dos poetas são os ônibus. Para abordar um pouco do cotidiano dos poetas e da poesia de rua de nossa cidade convidamos Pareta Calderasch do Pense Poesia, Rafael Pugas do Coletivo Atuar, Taíssa Cazumbá do Coletivo Currute e Valdeck Almeida de Jesus do Prêmio Galinha Pulando de Literatura que, também, é um dos coordenadores do Fala Escritor.
A programação contará com o lançamento dos livros do escritor soteropolitano Sandro Sussuarana, "Ver(sos) Sob(re) Mim" e "O Diferencial da Favela: Poesias e Contos de Quebrada", do Sarau da Onça, (selecionado no II Festival de Arte e Cultura do Sarau da Onça, Edital Litratura da Funceb / Secult / Sefaz / Governo do Estado). Ambos editados pela Galinha Pulando. Sandro é um dos organizadores do Sarau da Onça, uma escola de cidadania, respeito às diferenças, luta pelos direitos humanos e acolhimento de todos e todas.
O Fala Escritor foi idealizado pelo escritor e poeta Leandro de Assis e é coordenado em parceria com os escritores Valdeck Almeida de Jesus, Jorge Carrano, Carlos Yeshua e Luiz Menezes de Miranda. A primeira edição do Projeto aconteceu no dia 09 de agosto de 2009, no Espaço Glauber Rocha da Livraria Saraiva. Nesses 8 anos, o Fala Escritor se orgulha de ter lançado em sua programação mais de 80 livros de autores baianos, centenas de novos poetas e ter contribuído com a formação de novos saraus em Salvador. Também orgulha o projeto o reconhecimento de outros movimentos culturais como o Clarear, Alma Brasileira e o certificado de Honra ao Mérito da Academia de Letras do Brasil.
SERVIÇO
O quê: Aniversário do Projeto Fala Escritor
Em debate: A Poesia de Rua e os Coletivos da Periferia Lançamentos: 'Verso (s) Sob (re) Mim' e ‘O Diferencial da Favela: Poesias e Contos de Quebrada’ de Sandro Sussuarana e do Sarau da Onça
Quando: 09.08.2017, quarta-feira, às 18hs
Onde: Livraria Porto dos Livros, Porto da Barra, Salvador-BA
Entrada Gratuita
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Desesperanças
Diante de esperanças perdidas
Busco conforto em palavras
Apego-me a momentos felizes
Que tive durante a jornada
A vida tem seus descaminhos
As coisas tem hora marcada
As vezes pisamos em espinhos
É preciso mudar a passada
Meus olhos refletem minh’alma
Um brilho acendeu e se foi
Permanece um sorriso sem graça
Tudo passa, amanhã ou depois.
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Renovação Política
As eleições terminaram e nas cidades que não tiveram segundo turno, como Salvador, a ressaca pós-eleição também já passou. Tivemos 984 candidatos à vereança, os 43 atuais vereadores, mais 941 novos candidatos, entre eles alguns que já foram vereadores (as), a exemplo de Léo Kret. Apesar do grande clamor público por uma renovação na Câmara Municipal de Salvador - CMS, 28 vereadores conseguiram se reeleger e tivemos apenas 15 novos vereadores eleitos, entre eles alguns que já tiveram mandato.
Segundo Mara Prado, jornalista especializada em governo e poder legislativo, a renovação na política passa pela formação de jovens lideranças, mas como ampliar e potencializar a participação da juventude nas experiências e práticas políticas, de exercício de cidadania e fomentar o surgimento dessas novas lideranças? Essa é uma discussão que precisamos fazer nos próximos quatro anos se não quisermos ver na CMS os mesmos nomes em 2020.
Acredito que a atual polarização entre direita e esquerda, PT e PSDB tem enfraquecido as discussões políticas e a formação de novas lideranças. Qualquer conversa em mesa de bar sobre política termina nessa discussão que não leva a lugar nenhum, acredito que as novas lideranças devam se preocupar mais com as questões locais de seus bairros e cidade, exercendo sua cidadania mais em proveito da sociedade e menos em prol de um partido político.
Somente desta forma teremos agente políticos que conhecem a realidade do local em que vivem, com reais preocupações com a melhoria de vida das pessoas, diferente dos políticos atuais que buscam conhecer o povo em período eleitoral e sempre encontram uma dona Maria para tirar uma selfie com eles.
Publicado no A Tarde
06/11/2016
Caderno Opinião
Pág A 2
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Minh’alma na Chapada
Estou de volta a minha terra
Deixei a alma na Chapada
Admirando a natureza bela
Enquanto eu pegava a estrada
Com certeza irei voltar
Já virou segunda casa
Breve irei reencontrar
A minh’alma na Chapada.
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Como encontrar com Deus
Ter um encontro com Deus é ajudar os mais necessitados, é doar, ao invés de receber quando não se tem necessidade. É matar a fome de quem está com fome e a sede de quem está com sede, é vestir quem não tem vestimenta, é visitar o doente, pq toda vez que fazemos o bem a um necessitado, ao próprio Deus estamos fazendo. Sendo assim, cada vez que alguém foge de um necessitado está fugindo de ter um encontro com Deus. "Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes." Disse Jesus. Mt 25:40
Plataforma: Seus líderes, amigos e cabos eleitorais
Na última eleição para vereador
apareceram pessoas de Plataforma lançando candidatura, alguns nomes para mim
foi uma surpresa, achei interessantíssimo para o bairro, já que até então o que
tínhamos eram cabos eleitorais recebendo dinheiro e oferendo os votos do nosso
povo. Já me manifestei sobre isso antes, detesto esse tipo de coisa, faço
distinção entre líder comunitário, amigo do povo e cabo eleitoral. Um
verdadeiro líder comunitário é alguém que não busca seus próprios interesses e
sim o interesse da comunidade, ele se destaca pela forma de organização que
implementa na comunidade, porém ele é eleito líder através de uma Associação de
Moradores com estatuto registrado em cartório, eleições, chapas e transparência
no processo eletivo, o amigo do povo é aquele que age da mesma forma que um
líder comunitário, porém ele não foi eleito líder comunitário, é até chamado de
líder comunitário por aqueles que identificam nele uma liderança, já o cabo
eleitoral é aquele cidadão que não tem interesse em se aproximar do povo, o que
ele quer mesmo é aproximar-se de políticos de carreira visando benefício
próprio, emprego em empresas públicas ou assessoria parlamentar, é o cara que
passa anos sem se importar com o povo, e justamente agora vai aparecer batendo
na sua porta apresentando um candidato que você nunca viu no bairro, que não
caminhou com a comunidade nos últimos quatros anos e que depois da vitória não
voltará mais. Os políticos adoram esses caras, mas também tem políticos que se
cercam de pessoas que tem caráter, consciência social, solidariedade e que amam
a humanidade e buscam construir com essas pessoas um projeto. Fujam daqueles
que levam desconhecidos para seu bairro e abrace candidatos do seu bairro, o
bom seria se Plataforma se unisse em torno de uma única candidatura, se
dependesse de mim sentaria à mesa com todos os candidatos do bairro para
discutir um projeto e levantar um único nome, mas infelizmente não será assim.
Respeito e parabenizo todos aqueles que serão candidatos e fico triste com
aqueles que trarão para nossa comunidade nomes que apenas veremos nos jornais
nos próximos quatro anos.
quarta-feira, 22 de junho de 2016
O de sempre e para sempre
Saudades dos teus beijos apaixonados
Do calor do teu corpo colado ao meu
Da ousadia e destreza de tuas mãos
Dando sinais de que me entendeu
Saudades do teu sorriso descarado
Acompanhado de um rosto inocente
E uma mente maquinando maravilhas
Que seriam feitas de forma ardente
Quero lhe ter novamente em meu colo
Pegar-te de frente, nada diferente
Já me cansei dessa carreira solo
Eu quero o de sempre e para sempre.
Imagem:
http://betinhadebemcomavida.blogspot.com.br/2012/12/conto-erotico-meu-presente-de-natal.html
http://betinhadebemcomavida.blogspot.com.br/2012/12/conto-erotico-meu-presente-de-natal.html
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Mininim
Ainda não te vi, mas já me apaixonei
Eu conheço teus olhos e o teu olhar
Não posso ver, mas posso imaginar
Tua beleza fui eu que desenhei
Espero-te para brincar e para sorrir
De mãos dadas iremos andar e viver
Escutaremos juntos Adriana Partimpim
Esperarei você chegar para crescer
Até lá, sou assim, mininim.
quarta-feira, 30 de março de 2016
Lukita
Lembro-me dos dias que tiveste
deitada sobre meu peito
Abato-me com a tristeza que sinto
pela sua ausência
Quem me dera esta noite tu estiveste
ainda em meu leito
Para poder lhe acariciar e me livrar
desta sofrência.
Não consigo imaginar a sua noite distante de mim
Ainda te procuro olhando para o chão
da sala
Abro a geladeira com medo de te
machucar
E fico pensando aonde vou deixar a
sandália.
Saudades de te ver correr, pular e cair.
Saudades de te ver correr, pular e cair.
Saudades de mimar você até você
dormir
Saudades do seu latido que me fazia
sorrir
Saudades de ir te pegar e você fugir.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
O mito da meritocracia
O
Brasil é um pai/mãe que esqueceu seus filhos naturais (os índios) para adotar
outros filhos, os brancos europeus e os negros africanos, tirou as terras de
seus filhos naturais e deu para os brancos, aos negros africanos não deu nada,
a não ser a condição de escravidão. Outro dia, coisa recente de nossa história,
já que minha avó tem 80 anos e minha bisavó nasceu no período na escravidão,
nosso país aceitou forçosamente o fim da escravidão
e seus filhos negros passaram a ser livres, sem casa, sem emprego, sem comida,
apenas com a roupa do corpo, porém eles tinham uma cultura diferente dos filhos
da terra que vivem em florestas com pouca roupa e vivem da caça.
Em paralelo nossa linda pátria (governo e senhores do café)
resolveu adotar mais filhos e abriu as portas para imigração dando terras,
casa, comida, comércio e trabalho para italianos, alemães, poloneses e também
ucranianos e russos. Os filhos dessa geração de imigrantes receberam educação, afinal de contas, até meados do século XX as vagas nas escolas públicas eram
disputadas por exames de seleção, a qualidade do ensino era indiscutível e as
escolas eram frequentadas por pessoas oriundas das classes média e alta das
quais os negros não faziam parte e ainda não faz.
Então minha bisavó
que nasceu no período da escravidão, teve minha avó mas não pôde colocar na
escola pública e minha avó teve mainha que estudou até a quarta série, já numa
escola pública de péssima qualidade e agora chegou em mim, que acordava 5 horas
pra ir trabalhar saia às 18 para ir pra faculdade particular que custava todo
meu salário, chegava em casa às 23:30, estudava até às 02 e dormia apenas 3
horas por noite. Enquanto isso, o filho do branco que passou a infância nas
melhores escolas particulares estava na UFBA a melhor universidade do meu
estado.
Hoje eu tenho que
ouvir falar em meritocracia, onde os mais trabalhadores, mais dedicados,
mais bem dotados intelectualmente são os vencedores, então tem algo errado
nesse jogo, aperta o reset ai que teve gente que começou na minha frente e
desse jeito não há igualdade de condições, vamos resolver essa parada ou fica
todo mundo nu igual ao índio ou se faz as mesmas concessões que foram feitas
aos brancos para os negros e para os índios, então, depois disso, que vença os
mais trabalhadores, mais dedicados, mais bem dotados intelectualmente, que se
instale o período de meritocracia no Brasil.
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