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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Brincando com meus livros


A Moreninha
Verônica decide Morrer
Só Porque Viu o Louco d’Almeida
O Queijo e os Vermes Comer

Junto com eles estavam:
O Alberto Caeiro
O Homem Que Matou Getúlio Vargas
E o Policarpo Quaresma

Viviam todos na Cidade Antiga
Onde não havia Crime ou Castigo
Onde a Propriedade
Era um Roubo

Sabiam se Comunicar com Sucesso
Administrar Conflitos Profissionais
Falar em Público
E até Educar Pessoas Surdas

Conheciam a história
Das Primeiras Civilizações
Da Grécia e de Roma
E da Idade Média

Até mesmo a História
Do Princípio, das Doutrinas
da Bíblia, de Como Deus Fala Através
dos Sonhos e de Lutero
Eles sabiam.

Mas apesar de tudo isso
Não comiam da Miscelânea
da Boa Mesa de Schot,
Livro de receitas da Moreninha

A meu ver,
Ela fez Muito Barulho Por Nada
Pois eles se preparavam
Para as Revoluções Burguesas
Era a Arte da Guerra
Mas para ela,
Era a Gota D"água
Então,Decidiu morrer!

Publicado no meu livro: Eu sou todo poema em junho de 2007

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Marquises


No comércio em baixo das marquises
E de prédios de bonita arquitetura
Podemos ver pobres e infelizes
Vivendo na rua da amargura.

Eles vivem a cada dia o seu mal
Não há planos para o dia de amanhã
Dormir com fome já tronou-se normal
E sem saber se haverá café-da-manhã.

Alguém vê uma mulher gravida e comenta
De dentro de um carro ou de uma lotação:
"A desgraçada nem se quer se sustenta
Ainda arruma mais um pra ser ladrão".

Ninguém faz nada pra ajudar
Se matar não fosse crime
Eu não quero nem pensar
Mas não haveria ninguém mais lá

Não é exagero dizer isso
Pergunta a quem vive nas ruas
Se já não houveram vário sumisos?

Há, desculpe-me,
Talvez não tenha coragem,
De conversar com eles.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Meu amor no telefone

Distraído, quando tocou o telefone
Ancioso pra saber quem era
No visor vejo a imagem bela
Meu amor, que saudade tenho dela.
Era o segundo dia distante
Desejando entre sonhos e pensamentos
Ver sua imagem, ouvir sua voz por um momento.
Atendi e logo fiquei radiante.
Falar com ela transforma o meu dia
Sua voz doce e suave quando escuto
Se triste, irradia a alegria
Pena que só falamos por minutos.


quarta-feira, 8 de abril de 2009

A extinção do amor

Gostaría de falar de amor
Mas as circunstâncias não permitem
Todos os dias vemos o horror
Coisas que as emissoras transmitem.

Corpos perfurados muito sangue pelo chão
Tiram nossa sensíbilidade, nos deixam frios
Pedófilos espancados, muitos tiros num ladrão
Almoçamos assistindo e nem sentimos caláfrios.

Passamos dias sem ouvir falar no amor
Ah não ser quando encontramos um cristão
Ele vem ao nosso encontro falando de amor
Ele diz: Jesus te ama, ele quer tua salvação.

E pra aquele que fala de guerra, sangue e violência
Nós damos atenção e não mudamos de canal
Mas para o irmão que fala apenas de amor
Muitos dão as costas e não prestam atenção.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Excesso de velocidade

Mais uma vez fomos acionados
Logo, saímos para mais uma ocorrência
Chegando lá, nos debatemos com o estrago
Foi uma batida com violência

Um carro bateu de frente com um ônibus
O cidadão do carro já não tinha vida
Três de nós tiraram ele das ferragens
Eu e Ribeiro atendemos outra vítima

Ela estava dentro do ônibus
Do outro lado da pista
Uma mulher com seus 35 anos
Com uma perna quebrada
como é que não grita?



Obs: Segundo um motociclista, o carro havia passado
por ele com + ou -160 km/h instantes antes da batida.

Se beber não diriga e mesmo sem beber não ultrapasse
os limites de velocidade.

sábado, 21 de março de 2009

Salvador da Ignorância




Nessa Salvador da ignorância
De ricos que desmatam
De Postos (de) sem Saúde
De Políticos que não discutem
O futuro da nossa cidade.
Os médicos não têm educação
Os pacientes já não têm paciência
Os pobres estão morrendo no chão
Coitados dos que estão na emergência.
Cidade vendida para turistas
Que vem atrás de carnaval
Curtem a festa, mas deixam doenças
Todo mundo sabe, depois de fevereiro
É tempo de viroses e de passar mal
O transporte público é lamentável
Mas só sabe quem necessita usar
E o Secretário que anda de carro
Não é visto na Estação Pirajá!

Este ano o nome dado a virose que assolou
a população da cidade após o carnaval foi Dalila.
Nos "Postos [de] sem Saúde da cidade quem não
está com dengue está com dalila.

Douglas

Lá se foi mais um jovem
Desta vez, irmão de um amigo
Que ao meu lado estavas quando
Informaram-lhe o acontecido

Largou as pressas o telefone
Correu pro local do acidente
Chegando lá triste noticia
Seu irmão falecerá anteriormente

No trabalho continuei
Sem saber o que aconteceu
Pois saiu com tanta pressa
Que tempo não se me deu

Mas tarde fiquei sabendo
O que foi que ocorreu
A noticia se espalhou
O irmão do Sergio faleceu

Fiquei muito sentido
Com toda a situação
Havia poucos dias
Que conheci o seu irmão.

Deixo aqui minha homenagem
A este jovem lutador
Que dos amigos e da família
Recebeu muito amor.



Escrito em 2007! Aguardei passar um tempo e pedi autorização
da família para postar e/ou publicar!
Ele faleceu num acidente de moto.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Somos Iguais


Na televisão, jogava Brasil x Japão
Nas mesas eu e mais ou menos 60 surdos
De repente, gritos, uivos, pulos de alegria
Era gol do Brasil e os sinais deram lugar a emoção

Até queria assistir o replay do gol
Mas meus olhos olhavam para trás
Para o extase de pessoas como eu
Alí comecei a sentir-me normal

Comecei a assumir para o mundo
Que sou diferente mais sou igual.





Obs: Tenho perda auditiva moderada
no ouvido esquerdo.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Vida de Bombeiro

Estavámos numa tarde tranquila
Pensando no que fazer nos três dias de folga
Chegando ao anoitecer do dia
Houveram ocorrências a toda hora.
Incêndios em fábrica, madeireira e vegetação
Acidente de trânsito com preso em ferragens
Quem pela tarde pensava na folga
Na madrugada já sabia o que faría
Ía dormir.
Passamos a madruga acessos
Chegamos no quartel as oito da manhã
Caí na cama, e lá se foi o meu primeiro dia.

Agradeço, afinal: Vidas Alheias,
Riquezas Salvar, com a proteção de Deus!!!!



Fiz da imagem acima uma tatuagem no braço direito.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Na direção do vento

A liberdade de pensar e fazer
O prazer de sentir e viver
A alegria de sentar e beber
Sem preocupar-se com o depois.

A direção a seguir invento
Não há norma a ser definida
Vou andando na direção do vento
Que leve-me a qualquer avenida.

O que quiseres dizer diga
Mas não garanto-lhe atenção
Estou andando na avenida
Com o vento dando a direção.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Jenelas Fechadas

Quantas vezes fechamos as janelas
Pra não ver o mal que há lá fora
Cada vez que fechamos uma delas
Uma criança na sinaleira chora.
Com fome e sem comida pra comer
O pouco que consegue cheira cola
Pra quem sabe com isso esquecer
Que precisa sobriviver de esmola.
O Brasil já não sabe o que fazer
Se constrói presídio ou se constrói escola
Enquanto isso ela está a lhe dizer
Por favor, ajude-me com uma esmola.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Natureza Humana

Escrevo o que sinto
Sinto o que escrevo
Nos escritos não minto
É sinseridade e desejo

Coisas de ser humano
Pensamentos e inquietações
Desejos e loucuras
Desvaneios e emoções

Erros e acertos
Certezas e incertezas
Intimidades e sentimentos
Coisas da natureza.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

InQuIeTo

Ser como as árvores
Que respondem ao vento
Ser como o vento
Que abre as janelas
Fecha as portas e
Faz curva em vielas


Andar pelas ruas
Sem ter aonde ir
Sair de casa só por sair
Lembrar de um amigo
Que nunca mais vi
Eu sou assim

Não fico parado
Num mesmo lugar
Quero sair,
Quero movimentar,
Passar adiante,
Ir a outro lugar.



O poema acima faz parte do meu segundo livro, cuja capa é está que apresento na imagem, em breve ele estará sendo publicado.