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terça-feira, 30 de junho de 2009

Perdão


NOS DIAS DE NUDEZ
DE CONSCIÊNCIA CULPADA
FALTA-ME SENSATEZ
CONSCIÊNCIA EQUILIBRADA

DESERTEI-ME DE TUA PRESENÇA
EVITANDO CONSTRANGIMENTO
NESTE TEMPO DE AUSÊNCIA
APENAS DOR E SOFRIMENTO

DEUS, TÚ ÉS MINHA VIDA
A MINHA SALVAÇÃO
EM NOME DO TEU FILHO
É QUE PEÇO-LHE PERDÃO.
Esta oração, faz parte do meu primeiro livro "Eu sou todo Poema".2007



quinta-feira, 25 de junho de 2009

Acorda!

Quando se sabe o que deseja,
Corre atrás;
Quando se ama uma pessoa,
Declara-se;
Quando se almeja um objeto,
Compra-se;
Quando se quer casar,
Prepara-se;
Quem quer se formar,
Estuda;
Quando há um objetivo,
Alcança.


Mas, se não se sabe o quer,
Se desconhece um amor,
Se não há um projeto,
Ou, um objetivo à alcançar...
O que está fazendo da vida?

Acorda!

Projeto Fala Escritor


sábado, 13 de junho de 2009

Projeto Fala Escritor


Com o objetivo de unir os novos escritores baianos e incentivar a escrita, a publicação e o lançamento de livros, disseminar informações pertinentes à literatura e ao mercado editorial, o Projeto Fala Escritor foi criado pelo poeta Leandro de Assis, com a colaboração de Carlos Souza, Fau Ferreira, Monique Jagersbacher e Valdeck Almeida. Os encontros vão acontecer todo segundo sábado de cada mês, sempre a partir das 18 horas, na Livraria Saraiva do Salvador Shopping.


A programação contará com recital poético, lançamento de livros e antologias dos novos autores baianos e palestras pertinentes ao universo literário. Ao completar um ano de projeto, os poemas recitados em cada edição farãoparte de uma antologia a ser lançada, tanto no projeto quanto nas escolas públicas do estado.


No primeiro encontro, teremos a palestra "Como Publicar um Livro", ministrada por Valdeck Almeida de Jesus, além da programação abaixo:


Recital Poético: Glauber Albuquerque.


Palestra: "Como Publicar um Livro", Valdeck Almeida de Jesus.


Lançamentos:


* "Contos Diurnos" de Glauber Albuquerque

*"Fogo-fátuo" poesias simbolistas, de Carlos Alberto Barreto

* "Ecos Machadianos" (coletânea) do Movimento ArtPoesia.


Serviço:


O que: Fala Escritor

Onde: Mega Store Saraiva Salvador Shopping

Quando: Todo segundo sábado de cada mês


Contatos:

Leandro de Assis

71 - 8831-2888



segunda-feira, 25 de maio de 2009

Imprensa sacana


Na porta do Hospital Geral do Estado
Encontra-se uma equipe de televisão
Esperando a ambulância do SAMU
Trazer alguém em ruim estado

Ao abrir da porta da ambulância
O cinegrafista já aciona a câmera
E a reportér não perde tempo
Pega o parente pra ser entrevistado

Quem quer saber de desgraça?
Quem quer ver o sangue alheio?
Ninguém está achando graça
De como parte da imprensa ganha dinheiro.

Não ligam para o sofrimento
Nem mesmo para a dor humana
Pensam que é entretenimento
A desgraça da raça humana.

domingo, 17 de maio de 2009

Um olhar no futuro

Enxergar o futuro
É mais do que ter visão
É refletir nas ações do presente
Almejando a vitória sonhada
Entregando o próprio coração

É lutar e vencer obstáculos
Segurar-se nas mãos do Divino
E se algum dia cair...
Levantar sorrindo.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Capa e contra-capa


Comentando o poema “Somos Iguais”:

Sentimental ♥ disse...

eu não acho q seja diferente, todo mundo é igual,
em tudo, tirando pequenos detalhes que fazem alguns
serem mais especiais q outros... e vc é assim, especial...
www.sentimentoemletras.blogspot.com


Comentando o poema “Janelas Fechadas”:

Vivi Lima disse...

Fecham-se as janelas e alguns com isso conseguem
fechar os olhos e o coração... Muito bom seu texto!!!
www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com


Delirium disse...

Profundíssimo! Um convite à reflexão do sofrimento coletivo!
As pessoas estão cada vez mais ensimesmadas, esquecendo
o próximo... E a arte é um elemento de redenção, tanto que
o autor consegue criar e rimar a partir de elementos reais e
dolorosos, mas o que mais me impressiona, é o caráter coletivo. www.poesiasdecalliope.blogspot.com


Comentando o poema "A minha vida sem você"

Silvia Cristina 21 disse...

Lindo!!!!Tua sensibilidade me encanta.Parabéns pelo poema.

Comentando o Poema “Baleiro”

Jamile Laiana de Jesus disse:

Eu amei o poema, pois fala das crianças que perdem
sua juventude trabalhando na infância.
laianamili@hotmail.com


Blog de Leandro de Assis
http://www.malungupoeta.blogspot.com
Caros leitores, enfim, enviei meu novo livro para editora. A capa é está da imagem, como vocês já sabem, postei ela anteriormente e a contra-capa selecionei as postagens acima.... agradeço a vocês e espero que não se importem rsrs...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Guerrear pra vencer

Eu vou lutar
Eu vou viver
Vou guerrear
Pra sempre vencer

Um valente a cada dia
A cada dia o seu mal
Vou guerrear pra vencer

O pobre passa todo dia por batalhas
Podes crer, nem precisa ler jornal.
Basta apenas sair de casa
Para ver, o pobre passar mal.

Numa esquina
Um garoto cheira cola
Enquanto a mãe
Pensa que ele está na escola

O que fazer com esses garotos
Que sonham em ser
Quando crescer
Igual a Marcola

Vou falar de Jesus Cristo
Vou falar do Salvador
Grande guerreiro
Inspiração, paz e amor.

sábado, 2 de maio de 2009

TERRA DE ÍNDIO


Coisa boa já foi viver aqui
Quando a terra era de índio
Com muito verde pra curtir
Não havia estradas,
nem mesmo país.

Nossos rios tinham peixes
Nossas árvores davam frutos
Não existiam desmatamentos
Nem vazamentos em oléo-dutos
Hoje, os índios vivem em reservas
E eles lutam para preservá-las
Contra aquele que as invadem
Com intenção de desmatá-las

Mas o índio não dá mole
Ela luta e com razão
Enfrentando o invasor
Seja com armas ou facão

É por isso que hoje em dia
Criou-se o seguinte jargão
"Tal lugar é terra de índio
É melhor não ir lá não".

A quinhentos anos foi mais fácil
Quando o homem branco chegou aqui
Fazendo os índios de escravos
E matando os que tentaram resistir.
Mas hoje é tudo diferente
Pois quem quiser que tente
Invadir a terra de índio
Ele estará te esperando
Todo armado até os dentes

Ainda assim não há lugar
Melhor do que terra de índio
Há muito verde e puro ar
Não é preciso condôminio.
Mas isso não é pra qualquer um
É pra quem sabe preservar
O melhor que se tem a fazer
É deixar os índios lá
Vivendo bem com a natureza
Pois entende que é o seu lar.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Brincando com meus livros


A Moreninha
Verônica decide Morrer
Só Porque Viu o Louco d’Almeida
O Queijo e os Vermes Comer

Junto com eles estavam:
O Alberto Caeiro
O Homem Que Matou Getúlio Vargas
E o Policarpo Quaresma

Viviam todos na Cidade Antiga
Onde não havia Crime ou Castigo
Onde a Propriedade
Era um Roubo

Sabiam se Comunicar com Sucesso
Administrar Conflitos Profissionais
Falar em Público
E até Educar Pessoas Surdas

Conheciam a história
Das Primeiras Civilizações
Da Grécia e de Roma
E da Idade Média

Até mesmo a História
Do Princípio, das Doutrinas
da Bíblia, de Como Deus Fala Através
dos Sonhos e de Lutero
Eles sabiam.

Mas apesar de tudo isso
Não comiam da Miscelânea
da Boa Mesa de Schot,
Livro de receitas da Moreninha

A meu ver,
Ela fez Muito Barulho Por Nada
Pois eles se preparavam
Para as Revoluções Burguesas
Era a Arte da Guerra
Mas para ela,
Era a Gota D"água
Então,Decidiu morrer!

Publicado no meu livro: Eu sou todo poema em junho de 2007

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Marquises


No comércio em baixo das marquises
E de prédios de bonita arquitetura
Podemos ver pobres e infelizes
Vivendo na rua da amargura.

Eles vivem a cada dia o seu mal
Não há planos para o dia de amanhã
Dormir com fome já tronou-se normal
E sem saber se haverá café-da-manhã.

Alguém vê uma mulher gravida e comenta
De dentro de um carro ou de uma lotação:
"A desgraçada nem se quer se sustenta
Ainda arruma mais um pra ser ladrão".

Ninguém faz nada pra ajudar
Se matar não fosse crime
Eu não quero nem pensar
Mas não haveria ninguém mais lá

Não é exagero dizer isso
Pergunta a quem vive nas ruas
Se já não houveram vário sumisos?

Há, desculpe-me,
Talvez não tenha coragem,
De conversar com eles.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Meu amor no telefone

Distraído, quando tocou o telefone
Ancioso pra saber quem era
No visor vejo a imagem bela
Meu amor, que saudade tenho dela.
Era o segundo dia distante
Desejando entre sonhos e pensamentos
Ver sua imagem, ouvir sua voz por um momento.
Atendi e logo fiquei radiante.
Falar com ela transforma o meu dia
Sua voz doce e suave quando escuto
Se triste, irradia a alegria
Pena que só falamos por minutos.


quarta-feira, 8 de abril de 2009

A extinção do amor

Gostaría de falar de amor
Mas as circunstâncias não permitem
Todos os dias vemos o horror
Coisas que as emissoras transmitem.

Corpos perfurados muito sangue pelo chão
Tiram nossa sensíbilidade, nos deixam frios
Pedófilos espancados, muitos tiros num ladrão
Almoçamos assistindo e nem sentimos caláfrios.

Passamos dias sem ouvir falar no amor
Ah não ser quando encontramos um cristão
Ele vem ao nosso encontro falando de amor
Ele diz: Jesus te ama, ele quer tua salvação.

E pra aquele que fala de guerra, sangue e violência
Nós damos atenção e não mudamos de canal
Mas para o irmão que fala apenas de amor
Muitos dão as costas e não prestam atenção.