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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Viatura dos bombeiros está sem água e a sociedade sem comandante


      Interessante ver como as pessoas ficam surpresas quando assistem ou escutam uma notícia ou até quando leem num jornal, algo do tipo: “A viatura dos bombeiros está sem água”. O que será que acontece quando há uma manutenção na EMBASA e, por isso, a empresa corta o fornecimento de água? Os tanques das casas continuam cheios ou se esvaziam? Pois é, se esvaziam, por isso não entendo porque a sociedade fica bestificada quando leem que os 4 mil litros d’água de uma viatura terminaram, por um acaso viatura é fonte que jorra eternamente?

      Na maioria dos prédios antigos de Salvador não existe Sistema de Hidrante Predial, que é composto por reservatórios de água, bombas de incêndio, tubulações, hidrantes, abrigos e registros de recalque. Então, como as guarnições do corpo de bombeiros, principalmente a primeira a chegar ao local sinistrado, dará continuidade à ação de combate, após o fim dos quatro mil litros d’água disponíveis na viatura? Enfim, ninguém tem se preocupado com isso, preferindo não analisar a situação.

      Enquanto a sociedade não abrir os olhos e cobrar responsabilidade aos verdadeiros responsáveis por esta cidade, continuarão culpado o professor, o policial, o bombeiro, e os socorristas do SAMU que tem se dedicado e passado por cima das dificuldades da esfera pública para prestar um ótimo atendimento para a sociedade. Neste ano, teremos oportunidade de escolher alguém competente para gerir Salvador, a maioria dos candidatos já tem uma história pública e alguns, uma história péssima e vergonhosa.

     Porém, assim como não analisam uma informação passada pelos jornais, não analisam a história de cada candidato a prefeito e vereador (a) para esta cidade. Se isso mais uma vez acontecer, seremos pegos, mas não de surpresa – avisado já está – por grandes tragédias. Com isso, posso concluir parabenizando os bombeiros que atuaram com êxito na extinção do incêndio ocorrido hoje no Instituto do Cacau mesmo com todas as dificuldades estruturais próprias, do antigo prédio e do bairro do Comércio.

Leandro de Assis
Professor, escritor, poeta e bombeiro militar

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ameaça de bomba contra Polícia Militar para o Carnaval da Bahia

Durante o carnaval os policiais militares que são os verdadeiros responsáveis pela segurança do folião ficam em cima de elevados, estruturas de ferro que os deixam vulneráveis em relação à própria segurança devido ao modelo e posição em que são colocados ao longo dos circuitos da grande festa. Com essa vulnerabilidade, foi fácil colocarem um artefato suspeito de ser explosivo embaixo de um desses elevados, ameaçando a vida dos militares.

O artefato estava numa embalagem marrom e tinha duas pequenas lâmpadas vermelhas daquelas de rádio de pilha acessas, populares que estavam ao redor do elevado informaram à patrulha que desceu do elevado, verificou o material e começou a isolar o local, outras patrulhas foram chegando e em pouco tempo o local estava totalmente isolado, permanecendo na área apenas policias do Batalhão de Choque e do Corpo de Bombeiros.

O elevado estava posicionado atrás do IGHB (Instituto Geográfico e Histórico da Bahia), que fica ao fundo do curso Grandes Mestres e o policiamento isolou até o módulo policial do Relógio de São Pedro sentido Praça Castro Alves e após a Praça da Piedade sentido Campo Grande. A multidão foi sendo afastada lentamente para não gerar confusão, enquanto os policiais afastavam a população, os bombeiros orientavam os ocupantes dos prédios próximos ao local.

Mais ou menos uma hora após serem acionados os policiais especializados para esse tipo de situação conseguiram chegar ao local e montaram uma operação para detonar o artefato, antes da detonação dois homens foram autorizados a furar o bloqueio, pois carregavam uma mulher desacordada e os bombeiros prestaram atendimento e uma das patrulhas a conduziu para o posto médico instalado da Piedade.

Com a detonação a população aplaudiu o trabalho dos militares, que conseguiram resolver a situação com tranqüilidade e aos poucos à circulação de pessoas foi sendo liberada começando pelos comerciantes que tinham abandonado suas caixas e isopor no local. Apesar do sucesso da operação, fica o alerta para os militares baianos quanto à insegurança dos elevados, que no próximo ano eles possam ser fechados embaixo e que fiquem localizados de uma forma mais segura, não permitindo acesso a pessoas por trás deles.


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