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segunda-feira, 9 de julho de 2012

INFELIZ CIDADE

“Com o abandono político e também administrativo, Salvador se tornou uma cidade caótica...”

Por Leandro de Assis*

Comecei a ficar apaixonado por Salvador quando Carlinhos Brown cantou “Minha cidade é linda demais”, então, tardiamente, comecei a prestar atenção na beleza deste lugar. A partir daí, comecei a desfrutar de tudo que há de bom neste paraíso tropical com suas praias e paisagens, não esquecendo o nosso povo alegre, aquele mesmo que “vai batucar na panela vazia e fazer carnaval”(Terra Samba). Hummm... Agora o bicho pegou, pois, aí que começam os problemas da nossa cidade, tornando-a, a pior capital para se viver, senão uma das piores.
Quando o atual prefeito, João Henrique, se fez candidato pela primeira vez, não votei nele, mesmo com alguns amigos de esquerda colocando aquela pressão anticarlista e com os amigos evangélicos dizendo que evangélico vota em evangélico, aff, discordo, pois só voto em quem tem projeto para a cidade. Mas, enfim, ele venceu e a principal preocupação dos soteropolitanos era: “Vai ter carnaval?” Afinal, era um prefeito evangélico. Pois bem, teve carnaval, teve Bonfim, Yemanjá e todas as festas tradicionais do povo baiano, festas essas, que o prefeito agora frequenta e beija muito.
Para completar, frequentar as festas soteropolitanas é pouco para ele, “o homi” agora abandona a cidade e vai para Disney quando bem entende sem dar satisfações a ninguém e sem passar o cargo para o vice. Com o abandono político e também administrativo, Salvador se tornou uma cidade caótica, suja, fedorenta, esburacada, barulhenta, engarrafada, por vezes alagada, humilhada no cenário nacional, derrotada na busca de investimentos nacionais e estrangeiros e para completar a tragédia dos últimos tempos, a maioria dos vereadores que nada fizeram pela nossa cidade e por diversas deixaram a Câmara Municipal sem sessão por falta de quorum querem se reeleger e para isso, já começaram a fazer carnaval fora de época em alguns bairros para conquistar eleitores.

O prefeito abandona Salvador e vai para a Disney com a namorada.

Estou tentando de todas as formas não usar esta palavra, mas não tem jeito, a “desgraça” está feita e há quem já perdeu as esperanças depois que os partidos anunciaram seus candidatos a sucessão municipal sem trazer nenhuma novidade. Xiiiiiiiii, inchou.... Aos poucos estão acabando com o que há de bom em nossa cidade, até a Praia do Farol tem lama, meu Deus, “meu cantinho de comer, meu cantinho de chover, meu cantinho de viver”, minha  INfeliz cidade. Acorda Senhor este povo que bate na panela vazia, que grita “devolva meu Baêa”, mas que não tem a força para derrubar quem já caiu faz tempo e insiste em fingir que administra nossa INfeliz cidade e para completar a desgraça, nossa juventude está sem aulas a 87 dias. Brasil 512 anos.

Texto publicado no Blog Literatura Clandestina de Elenilson Nascimento.
http://literaturaclandestina.blogspot.com.br/

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Nova tragédia envolvendo casarão tombado.

Muita gente não entende minha posição quando afirmo que seria melhor derrubar os prédios e casarões antigos de Salvador. Tive que explicar na parte de comentários a várias pessoas que se manifestaram contrárias ao meu posicionamento, algumas de forma arrogante inclusive e até mesmo amigos pessoais que não acreditaram no que eu estava defendendo. Fui acusado até de não entender nada sobre política de tombamentos.

Não posso afirmar que sei tudo sobre política de tombamentos, não fiz nenhuma especialização sobre o tema, porém posso dizer que a experiência que temos em nossa cidade nos faz julgar que esses casarões ruínas (não estou falando dos bem conservados e constantemente restaurados) não serão restaurados a tempo hábil e irão desmoronar na cabeça de alguém, como tem acontecido no últimos anos.

Ontem a noite, mais uma pessoa morreu dentro de um desses casarões, um homem de avançada idade que ficou preso aos escombros e ardeu em chamas, pois após o desabamento houve um incêndio. Ao chegar no local o Corpo de Bombeiros foi informado por populares que escutaram os gritos agonizantes do cidadão, mas nada poderiam fazer devido o risco de novos desabamentos.

Alguns questionam que a causa da morte não é o tombamento e sim a má conservação do bem tombado, isso é óbvio, porém a situação está posta, casarões estão em ruínas e caindo com ação das chuvas e do vento e para piorar a situação existem pessoas que não tem onde morar dentro deles, alguns utilizando-se até mesmo como comércio ou prostíbulo. E ai o que fazer? Até quando vão gastar milhões com escoras de ferro? Quantas vidas mais perderemos pela ação do tempo e descaso das autoridades?

Para concluir, sou a favor do tombamento de um imóvel conservado e que antes do tombamento haja um programa de restauração e conservação do imóvel, realizado por todos os interessados no tombamento, estado, prefeituras, IPHAN e proprietário. O Proprietário não pode arcar sozinho com os custos de um tombamento, por isso que em São José do Rio Pardo/SP Diocese e prefeitura são contra o tombamento da Igreja Matriz.

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