Esta edição foi apresentada por Leandro de Assis e Renata Rimet
Fotos: Tairine Ceuta
Video: Valdeck Almeida de Jesus
Texto: Renata Rimet
Projeto Fala Escritor - Aqui Você Acontece!

Vinte e cinco de agosto é comemorado o Dia do Soldado, principalmente nos quartéis das Forças Armadas. Neste dia, emissoras de TV vão até os quartéis para transmitir ao vivo a solenidade comemorativa. Que lindo!
Enquanto isso, nas ruas de todo o país, estão os soldados das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares, atuando da melhor forma possível com os recursos que lhes são disponibilizados por cada Estado, aguardando ansiosamente a aprovação da PEC 300.
As imagens do choro dos soldados do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro correram o mundo e emocionaram os brasileiros, que acompanharam atônicos a prisão dos heróis da vida real. Graças ao clamor público em favor da libertação e anistia destes guerreiros da vida isso aconteceu.
Apesar disso, os soldados das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares continuam a receber salários que não os permitem desfrutar de uma melhor qualidade de vida. Sendo assim, se arriscam em ônibus, moram nas favelas e nem mesmo uma arma para própria proteção tem condições de comprar. Para completar, “se não marcar direito vai preso pro quartel”.
Foto: Eder Ferrari/Bahia Notícias
Todo ser humano, seja qual for a sua cultura, tem uma idéia de justiça que ele vai adquirindo com as experiências vividas. Segundo Rosana Madjarof, essa idéia ou sentimento, é algo intrínseco à condição humana, pois o homem normal é dotado de discernimento do bem e do mal, do certo e do errado e do justo e do injusto.
Na enciclopédia livre Wikipédia, o termo justiça é conceituado de maneira simples, “diz respeito à igualdade de todos os cidadãos”. Aristóteles se debruçou sobre o significado da justiça e conseguiu formular duas vertentes: “A primeira possui um caráter moral pessoal, uma espécie de Justiça interior, enquanto a segunda tem uma conotação reguladora, regendo as relações entre os cidadãos, seja de uma forma distributiva ou de uma forma corretiva.” ( Sollberg 2008)
Desta forma, entendo que cada pessoa pode discernir se uma situação, medida ou ação foi ou não justa, independente do que os magistrados interpretaram e julgaram. O que dizer, por exemplo, do caso do goleiro Renê, do Esporte Clube Bahia, suspenso do futebol por um ano, devido ao uso de uma substância chamada furosemida, a mesma que o nadador Cesar Cielo utilizou e foi suspenso da natação por apenas vinte dias? Foi justo?
Talvez tenha sido justo para os doutores da (CAS) Corte Arbitral do Esporte, mas para todos que acompanharam o caso do goleiro, isso foi uma injustiça e das mais sacanas. Será que Renê neste momento sabe o que é justiça? Vejamos suas palavras: “Eu estou arrasado com o que fizeram comigo! Só porque não sou medalhista? Não dou retorno? Não torci contra, só torci pela igualdade! Tenho 33 anos e 3 filhos, que vale muito mais que uma medalha olímpica, nem sei o que dizer".
Alguém sabe o que dizer para ele? Um cidadão que tatuou em seu corpo o amor a pátria através de uma frase do Hino Nacional: "verás que um filho teu não foge a luta". É por essas e outras que eu não acredito na justiça deste país, acredito sim, no amor, na amizade, no bom senso, enfim, no discernimento do bem e do mal de cada cidadão e se este falhar comigo, ainda há a justiça divina para me proteger.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Justi%C3%A7a
http://www.mundodosfilosofos.com.br/rosana5.htm
http://www.webartigos.com/articles/9125/1/A-Concepcao-Aristotelica-De-Justica/pagina1.html
http://www.radiometropole.com.br/noticias/index_noticias.php?id=VG1wWmVFNVVaejA9
http://ibahia.com/detalhe/noticia/goleiro-rene-desabafa-apos-resultado-do-julgamento-de-cielo/
Com o lema “Aqui você acontece!”, abrimos mensalmente, espaço para poetas, cronistas, contadores de causos e de histórias, além de outros artistas que queiram mostrar sua arte para o público de Salvador. O sarau do Fala Escritor acontece sempre dentro dos shoppings, mas o nosso objetivo é levar a poesia para as ruas e praças da cidade. Para começar essa nova etapa, a parceria com o a Biblioteca Móvel será muito positiva, pois estaremos juntos em uma ação já consolidada nas Praças de Salvador.

Quase dois anos atrás, quando pensei num encontro de escritores independentes, não imaginei a dimensão que a coisa iria tomar e nem o quanto isso mudaria minha vida. Eu era apenas um escritor independente com sede de cultura e com vontade de crescer enquanto escritor. Sim, eu já tinha um livro publicado, “Eu sou todo poema”, poucas pessoas o conhecem, algumas dizem ser melhor que o meu segundo livro “Inquietações”, inclusive minha esposa.
A primeira vez que recitei um poema foi no Sarau do ICBA, no Corredor da Vitória, tinha sido convidado através do Orkut e fui lá, meio sem jeito, inseguro, com quatro poemas impressos. Era o dia da final do Campeonato Baiano de 2008, deixei de ir ao jogo para recitar pela primeira vez em público, não me arrependo, foi uma ótima experiência, olhei para o rosto das pessoas e percebi que elas sentiram a mensagem que passei com minha poesia.
Minha segunda apresentação em público foi logo em seguida, num evento chamado Dia de Índio, realizado do Clube Recreativo no bairro de Plataforma, onde moro. Foi um evento multicultural com duas bandas de rock, duas de reggae, uma exposição fotográfica das Olimpíadas Indígenas e recital poético. Fui convidado para ser o apresentador do evento e durante os intervalos entre as bandas recitar meus poemas.
O tempo foi passando e não surgiram novas oportunidades, então criei a oportunidade, um encontro de escritores para mim seria o ideal para eu mostrar minha poesia e conhecer outros escritores e fui à busca deles na internet. Depois que encontrei pessoas dispostas a organizar comigo este encontro, levei o projeto para a Livraria Saraiva e conseguimos espaço para a realização, assim nasceu o Fala Escritor, realizado pela primeira vez em 08 de agosto de 2009.
Atualmente na 21ª edição, o Fala Escritor já foi palco de vários nomes da música baiana, recebeu mais de 25 lançamentos de livros, fez exposição de obras de arte e contou com a participação de mais de cem poetas baianos. Agradeço a Deus pelo sucesso do Fala Escritor e a todos que de alguma forma contribuem para o crescimento dele, começando pelo público que se faz presente, os integrantes de cada programação e a competente equipe que junto comigo faz acontecer.
Videos do Fala Escritor no Youtube:
http://www.youtube.com/results?search_query=Fala+Escritor&aq=f


O respeito aos Direitos Humanos deve ser observado por todos independente da função que exerce na sociedade. Porém, os policiais militares são os que mais sofrem perseguição das ONG’s, da imprensa, do Ministério Público e da sociedade em geral quando falham em algum ponto que fere os Direitos Fundamentais.
Antes de colocar uma farda e representar o Estado, o policial militar é um cidadão que tem os mesmos direitos que os civis, sendo que por sua função, ele tem mais deveres que os outros, pois mesmo na folga o PM se vê obrigado por lei a atuar quando necessário for e se tiver meios para isso. Esse cidadão militar, deixa sua família para proteger toda a sociedade e depara-se com situações que coloca em risco sua vida e o futuro da sua família.
É fácil para quem não veste uma farda militar julgar os atos praticados pelos policiais, os representantes das ONG’s, por exemplo, aproveitam situações para aparecerem na mídia e saírem candidatos nas eleições seguintes, os poderosos do Ministério Público não sabem o que é prender um assassino perigoso e encontrá-lo no final do ano nas ruas devido a um indulto de Natal, tendo este a identificação de quem o prendeu que é um de seus direitos.
Já a sociedade não é solidária com os policiais quando estes estão lutando pelos seus direitos. Além do mais, ela é a primeira a tentar corrompê-los quando flagrada numa situação de marginalidade e depois envia e-mail’s para jornais dizendo que se viram obrigadas a pagar suborno.
Para que o policial Militar respeite os Direitos Humanos e qualquer outro direito do cidadão é preciso que toda a sociedade aprenda a exigir os seus direitos e cumprir com seus deveres, enquanto os corruptores questionarem os corrompidos a situação será a mesma, sem querer generalizar é claro.
Imagem retirada do blog: http://amarildopessoa.blogspot.com/2010_03_01_archive.html
Durante o carnaval os policiais militares que são os verdadeiros responsáveis pela segurança do folião ficam em cima de elevados, estruturas de ferro que os deixam vulneráveis em relação à própria segurança devido ao modelo e posição em que são colocados ao longo dos circuitos da grande festa. Com essa vulnerabilidade, foi fácil colocarem um artefato suspeito de ser explosivo embaixo de um desses elevados, ameaçando a vida dos militares.